FUNPRESP: TUDO SOBRE A APOSENTADORIA DO SERVIDOR

Este artigo é sobre o plano de previdência complementar dos servidores públicos federais do Poder Executivo, o Plano Executivo Federal – ExecPrev, administrado pela Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo – Funpresp-Exe.

Seu conteúdo é relevante para toda a classe dos servidores públicos federais do Executivo, bem como para os possíveis futuros servidores, representados pelos milhares de brasileiros que todos os anos almejam o ingresso no serviço público.

O assunto é sério, então não fique com dúvidas. Deixe sua pergunta no final do artigo que eu respondo para você.

Por que a Funpresp foi criada? 

A Funpresp foi criada para oferecer aos servidores federais uma opção de aposentadoria complementar. No caso dos servidores do Poder Executivo (foco deste artigo), através da adesão voluntária ao plano previdenciário ExecPrev.

Tal complemento tornou-se especialmente necessário aos servidores que ingressaram em suas carreiras a partir de 04 de fevereiro de 2013, data em que o teto da aposentadoria do serviço público federal foi equiparado com o teto do regime geral de previdência (INSS).

O plano também é aberto aos servidores não submetidos ao teto do INSS, que podem exercer esta opção para aumentar sua aposentadoria. Por isso, mais que conhecer a existência do plano, é fundamental a todo esse universo de brasileiros entendê-lo com muita segurança.

Após a leitura deste artigo você encontrará respostas para as seguintes perguntas:

  • O que é o ExecPrev e quais seus benefícios?
  • Compensa aderir ao plano?

De antemão posso alertá-lo que, do ponto de vista financeiro, existe um cenário em que o plano é vantajoso e outro em que não é. Mais adiante você vai entender cada uma destes cenários e seus motivos.

Além disso, abordarei conceitos importantes, que vão te deixar mais seguro para decidir como investir seu dinheiro pensando na aposentadoria complementar.

Percebeu como é importante para o seu futuro financeiro entender tudo isso?

PONTOS PARA NOSSA ANÁLISE


Os planos de previdência são, em sua grande maioria, produtos de investimento muito ruins.

Por dois motivos:

O primeiro é porque as taxas cobradas são muito altas. Elas minguam os rendimentos.

O segundo é porque existem alternativas mais baratas no mercado, com o mesmo perfil de risco e melhor rentabilidade.

O ExecPrev não foge a essa regra. Mas ele não é no todo ruim. Antes de avaliar se é vantajoso para você, vamos compreender os seguintes conceitos fundamentais que o envolvem:

  • Os dois perfis;
  • As três alíquotas de contribuição e a forma de cálculo;
  • A Taxa de Carregamento;
  • O Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários;
  • A contribuição do patrocinador;
  • O benefício fiscal;
  • A aposentadoria.

Os dois perfis

Existem dois perfis de servidores que podem aderir ao plano:

  • Ingressantes no serviço público federal a partir de 04 de fevereiro de 2013 e que recebem acima do teto do INSS;
  • Ingressantes no serviço público federal antes de 04 de fevereiro de 2013 ou quem recebe abaixo do teto do INSS.

As três alíquotas de contribuição

Na adesão ao plano deve-se escolher entre três alíquotas de contribuição: 7,5, 8,0 ou 8,5%.

A alíquota escolhida é aplicada sobre o Salário de Participação do servidor (que difere para cada perfil), resultando na Contribuição Básica (ou Alternativa) a ser descontada mensalmente de seus vencimentos.

É possível também realizar Contribuições Facultativas, esporádicas ou mensais, pagas através de boleto bancário, sem limite de valor.

Os conceitos de Salário de Participação, Contribuição Básica, Alternativa e Facultativa serão exemplificados no decorrer do artigo.

A Taxa de Carregamento

A Taxa de Carregamento corresponde a 7% da Contribuição Básica ou Alternativa descontada em folha.

Isso significa que para cada R$ 100,00 contribuídos, R$ 7,00 são imediatamente descontados da reserva acumulada pelo servidor.

A Taxa de Carregamento tem a função de custear as despesas operacionais da Funpresp. Ela não incide sobre as Contribuições Facultativas.

O Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários (FCBE)

É outro desconto que incide automaticamente sobre a Contribuição Básica (mas não sobre a Alternativa).

A taxa desse desconto varia conforme a alíquota de contribuição escolhida:

  • 24,40% para a alíquota de 7,5%;
  • 22,88% para a alíquota de 8,0%;
  • 21,53% para a alíquota de 8,5%.

Ou seja, quem opta pela alíquota de 8,5% “perde” R$ 21,53 de sua reserva acumulada a cada R$ 100,00 de contribuição ao plano.

Este valor é destinado a um fundo específico, de natureza coletiva, que visa à cobertura dos seguintes eventos extraordinários:

  • Aposentadoria por invalidez;
  • Pensão aos dependentes, por morte do servidor ativo ou aposentado;
  • Benefício por sobrevivência (quando o participante ultrapassa a expectativa de vida calculada no momento da aposentadoria, correspondendo a uma renda vitalícia).

Assim como ocorre com a Taxa de Carregamento, o desconto para o FCBE não incide sobre as Contribuições Facultativas.

A contribuição do patrocinador

É a parcela que o governo contribui ao plano a favor do servidor que aporta a Contribuição Básica.

A contribuição é paritária, isto é, para cada R$ 1,00 aplicado pelo servidor, R$ 1,00 é aplicado pelo patrocinador, até o limite de 8,5% do Salário de Participação.

Sobre os valores contribuídos pelo patrocinador também incidem Taxa de Carregamento e FCBE.

O benefício fiscal

Já ouviu falar sobre o Plano Gerador de Benefício Livre, o famoso PGBL?

Pois bem, os valores contribuídos para planos de previdência PGBL, até o limite de 12% da renda bruta tributável anual, não entram na base de cálculo do imposto de renda.

A Funpresp é como um PGBL, então essa regra vale para ela.

Isso significa que para uma renda bruta tributável anual de R$ 100 mil, até o limite de R$ 12 mil poderão ser “isentos” de tributação, caso sejam investidos em previdência complementar.

Exemplo:

R$ 12.000,00 * 27,5% = R$ 3.300,00 de imposto que deixará de ser recolhido.

Na realidade o que ocorre não é a isenção do imposto, mas o adiamento de seu pagamento. Ele será cobrado no resgate dos valores, incidindo sobre o montante da aplicação, não apenas sobre os rendimentos.

Mas você também poderá pagar menos imposto no futuro. No decorrer do artigo vou te mostrar como fazer isso.

A aposentadoria

O valor do benefício da aposentadoria depende do desempenho da carteira de investimentos do plano. Não é possível determiná-lo com antecedência.

Dois servidores que contribuírem pelo mesmo tempo e com o igual valor, porém em épocas distintas, poderão receber benefícios muito diferentes.

Assim ocorre porque a Funpresp funciona sobre a forma de Contribuição Definida, na qual cada participante constrói a sua reserva particular, submetendo o valor do benefício ao montante acumulado nessa reserva.

CENÁRIOS: APRENDA A AVALIAR SE A FUNPRESP É PARA VOCÊ


Não confunda benefício com vantagem.

Imagine (ou lembre) a cena: um promotor da Funpresp elegantemente trajado vêm ao seu encontro, pede um minutinho da sua atenção e relaciona todas as “vantagens” que você vai obter se aderir ao plano.

Benefício é atributo, vantagem é comparação.

Mas ele nada fala sobre outras opções potencialmente melhores existentes no mercado. Perfeitamente normal, ele está no papel de vendedor.

Você pondera que precisa pensar melhor na questão, afinal, precisa descobrir se existem outras alternativas antes de concluir se os benefícios da Funpresp são vantajosos, ou não.

Foi assim com você?

Investir é uma decisão que envolve conhecimento e perfil

Se você quiser melhorar sua rentabilidade, deve aprender mais sobre investimentos.

Através de uma gestão ativa é possível não terceirizar suas aplicações, isto é, não transferir a outros a tarefa de escolher onde aplicar seu dinheiro, e com isso evitar o pagamento de taxas – como a de Carregamento, no caso da Funpresp.

É necessário muito controle pessoal e disciplina para adotar o caminho da gestão ativa. Sem priorizar as aplicações e sem investir com consistência, ele simplesmente não funciona!

Por outro lado, se você prefere a comodidade de ter o valor da sua aplicação transferido automaticamente do seu salário ou conta bancária para um fundo, em que um gestor toma todas as decisões de investimento para você, mesmo que isso implique em menor rentabilidade, significa que o seu perfil de investidor está mais voltado para a gestão passiva.

Não existe certo ou errado aqui. Muitas pessoas investem de forma passiva por pura falta de informação, mas existem aqueles que, mesmo com conhecimento, preferem investir passivamente por uma escolha pessoal.

A única coisa certa é que sua escolha deve ser consciente e alinhada com o que te dá paz de espírito. A única errada é não ter ideia do que te levou a fazer sua escolha.

Feita essas considerações, e agora que você entendeu que seus investimentos devem considerar também o seu perfil pessoal, vamos entrar de cabeça na parte principal deste artigo.

A propósito, ele está sendo útil para você? A partir de agora você vai aprender a avaliar se a Funpresp é vantajosa ou não para o seu perfil.

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CONHEÇA MAIS PARA DECIDIR MELHOR

Ingressei no serviço público federal após 04/02/2013 e recebo acima do teto do INSS

Aderindo ao plano nesta condição você será enquadrado como Participante Ativo Normal e terá direito à contribuição do patrocinador, razão que por si só justifica sua adesão.

Sua contribuição bruta (nomeada Contribuição Básica) será definida pelo cálculo da alíquota escolhida sobre o seu Salário de Participação, que corresponde a parcela do seu salário bruto que excede o teto do INSS.

Exemplificando, digamos que você receba um salário bruto de R$ 10 mil:

(a) Salário Bruto R$ 10.000,00
(b) Teto do INSS em 2016 R$ 5.189,82
(c) Salário de Participação (a-b) R$ 4.810,18
(d) Contribuição Básica (8,5%*c) R$ 408,87

O Governo contribuirá com o mesmo valor, totalizando um aporte bruto de R$ 817,74.

(d) Contribuição Básica (servidor) R$ 408,87
(e) Contribuição do Patrocinador (=d) R$ 408,87
(f) Contribuição Total (a+b) R$ 817,74

Desta quantia será deduzido 7% de Taxa de Carregamento e 21,53% para o Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários. Ficamos desta forma:

(f) Contribuição Total R$ 817,74
(g) Taxa de Carregamento (7%*f) R$ 57,24
(h) FCBE (21,53%*f) R$ 176,06
(i) Total de descontos (f+g) R$ 233,30
(j) Contribuição Líquida (f-i) R$ 584,44

Assim, sua contribuição líquida ao plano será de R$ 584,44. É isso o que efetivamente entrará para sua poupança previdenciária.

Deste valor, R$ 408,87 saíram do seu bolso e os R$ 175,57 restantes já podem ser contabilizados como lucro. Ou seja, cada contribuição vai te proporcionar um lucro imediato de 42,94% sobre o valor aportado. Essa situação não pode ser replicada em nenhum plano de previdência aberto e por isso a Funpresp compensa para você.

Veja o quadro completo:

(a) Salário Bruto R$ 10.000,00
(b) Teto do INSS em 2016 R$ 5.189,82
(c) Salário de Participação (a-b) R$ 4.810,18
(d) Contribuição Básica (8,5%*c) R$ 408,87
(e) Contribuição do Patrocinador (=d) R$ 408,87
(f) Contribuição Total (d+e) R$ 817,74
(g) Taxa de Carregamento (7%*f) R$ 57,24
(h) FCBE (21,53%*f) R$ 176,06
(i) Total de descontos (g+h) R$ 233,30
(j) Contribuição Líquida (f-i) R$ 584,44

Benefícios de risco

A contribuição para o FCBE garante todos os benefícios de risco previstos no plano: aposentadoria por invalidez, pensão aos dependentes e benefício por sobrevivência.

Sejamos francos. Quando investimos em um plano de previdência complementar, pensamos muito mais em engordar nossa aposentadoria e muito menos na possibilidade de morrermos ou aposentarmos por invalidez. Incomoda sofrer um desconto de no mínimo 21,53% para a cobertura de riscos que esperamos jamais se submeter.

Mas não há o que se fazer aqui! O desconto é obrigatório para o Ativo Normal e ao menos você estará segurado. Nada de viver perigosamente só por isso, viu? 🙂

Benefício fiscal e regime de tributação

Se você quiser aproveitar ao máximo o benefício fiscal do plano, complemente seus aportes com o valor necessário para alcançar o equivalente a 12% de sua renda bruta anual.

Seguindo o exemplo que iniciamos, para um salário bruto de R$ 10 mil mensais, você poderá investir até R$ 1.200 mensais e abater esse valor da base de cálculo do Imposto de Renda.

Como você já terá aportado R$ 408,97 através de sua Contribuição Básica, poderá realizar Contribuições Facultativas mensais no valor de R$ 791,03, pagas através de boleto bancário, para chegar ao valor de R$ 1.200.

Se preferir, poderá realizar as Contribuições Facultativas em menos parcelas, ou mesmo em parcela única, na quantia necessária para complementar o total de 12% de sua renda bruta anual.

Em nosso exemplo esse valor corresponde a R$ 9.492,36 (R$ 791,03 x 12).

Deste modo você adiará o pagamento do imposto que incidiria sobre essa parcela de 12% da sua renda. Ele será cobrado quando você começar a resgatar o benefício, sobre o valor de cada parcela.

As Contribuições Facultativas não recebem a contrapartida do patrocinador. Em compensação, não são descontadas de Taxa de Carregamento e FCBE.

Vale a pena aumentar o aporte para aproveitar ao máximo o benefício fiscal?

Em nosso exemplo, se você se aposentar daqui a no mínimo quatro anos e optar pelo Regime de Tributação Regressiva, sim.

Tempo de permanência do valor aplicado Alíquota de IR sobre o benefício resgatado
Até 2 anos 35,00%
2 a 4 anos 30,00%
4 a 6 anos 25,00%
6 a 8 anos 20,00%
8 a 10 anos 15,00%
Acima de 10 anos 10,00%

Você trocará uma alíquota de Imposto de Renda que para esse nível de renda é de 27,5%, por uma de 25% daqui a quatro anos, podendo chegar a 10%, caso os valores aportados permaneçam por mais de dez anos no plano.

Você não estará somente adiando o pagamento do imposto, como estará de fato pagando menos imposto.

No outro regime de tributação, o Progressivo, o imposto será cobrado à alíquota de 15%, independente do tempo de permanência no plano, com posterior ajuste da diferença na Declaração Anual do Imposto de Renda, aonde valerá a alíquota original de 27,5%.

Nesse caso ocorrerá apenas o adiamento do imposto. Nos termos do nosso exemplo, será vantajoso se você começar a receber o benefício em menos de quatro anos, hipótese possível nos casos de aposentadoria compulsória ou invalidez, mas não para a aposentadoria normal, que prevê uma carência de sessenta meses.

Portanto, você deve ponderar em quanto tempo irá se aposentar e qual sua alíquota de Imposto de Renda, para decidir qual regime de tributação escolher.

Você deve dedicar muita atenção a essa decisão. Depois de aderir ao plano não é possível alterar o seu regime tributário.

Ingressei no serviço público federal antes de 04/02/2013 ou recebo abaixo do teto do INSS

Aderindo ao plano em alguma destas condições você entrará como Participante Ativo Alternativo e não terá direito à contribuição do patrocinador.

Sua contribuição bruta (nomeada Contribuição Alternativa) será definida pelo cálculo da alíquota escolhida sobre o seu Salário de Participação, cujo valor mínimo corresponde a 10 URPs (Unidade de Referência do Plano).

Em 2016, exatos R$ 1.235,80.

Você pode definir um Salário de Participação maior, caso queira elevar o valor de sua contribuição. Não recomendo. Aliás, financeiramente, não recomendo que você aplique nada aqui.

Simulemos o menor Salário de Participação, à alíquota de 8,5%:

(a) Salário de Participação R$ 1.235,80
(b) Contribuição Alternativa (8,5%*a) R$ 105,04

Sobre sua contribuição incide a Taxa de Carregamento:

(b) Contribuição Alternativa R$ 105,04
(c) Taxa de Carregamento (7%*b) R$ 7,35
(d) Contribuição Líquida (b-c) R$ 97,69

A cada aporte você perderá 7% de cara. Financeiramente um negócio muito ruim, sabe por quê?

Porque você poderia realizar as mesmas aplicações que o Funpresp realiza para você, de forma independente, e com isso não perder 7% do seu suado dinheirinho a cada novo aporte.

Tem ideia do quanto isso representa no longo prazo?

Então veja o resultado de uma singela simulação de juros compostos, feita na minha guerreira HP dos tempos de faculdade:

Aporte mensal de R$ 105,04 por 30 anos, à taxa de 11% ao ano
Com Funpresp Sem Funpresp
R$ 244.874,95 R$ 263.298,85

Viu o efeito que a diferença de “apenas” R$ 7,35 todos os meses pode fazer no longo prazo?

Em trinta anos na Funpresp você deixará de aplicar R$ 2.646,00, pagos em Taxa de Carregamento, mas graças ao efeito do juros compostos, irá perder no total mais de 18 mil reais!

Valor suficiente para uma viagem ao exterior…

Funpresp - avião no ar

Talvez você pense que poupar R$ 105,04 seja pouco para o seu futuro, e eu concordo! Então imagine se a sua contribuição para o Funpresp for o triplo disso?

Aporte mensal de R$ 315,12 por 30 anos, à taxa de 11% ao ano
Com Funpresp Sem Funpresp
R$ 734.599,77 R$ 789.896,54

Com o Funpresp você deixará de aplicar R$ 22,06 a cada mês e no final de trinta anos terá perdido mais de 55 mil reais!

Dá para comprar um carro zerinho como esse, à vista! E ainda sobra um bom dinheiro no bolso.

Funpresp - Carro zero

Quer aprender como fazer isso?

Se inscreva abaixo para ser avisado em primeira mão no seu e-mail quando sair o próximo artigo. Vou te explicar tim-tim por tim-tim como replicar a carteira da Funpresp, sem pagar nada de Taxa de Carregamento.

Você vai aprender como bater a rentabilidade do fundo, investindo por conta própria.

Agora eu fico por aqui, mas se você ficou com dúvidas, pode perguntar.

Um abraço a todos e até o próximo artigo.

Fonte das informações: funpresp.com.br
Imagem de destaque: Jcstudio – Freepik.com
  • Oi Ana,

    Infelizmente o regulamento da Funpresp prevê a perda do vínculo funcional como requisito para o resgate. Considere isso antes de tomar sua decisão. Mas nada impede de você desistir do plano e resgatar esses valores no futuro, quando chegar a hora da aposentadoria.

    Como você entrou no serviço público antes da existência da Funpresp, para você ela será somente um adicional em sua aposentadoria, que já será integral. Sobre valer a pena ou não, depende da sua disposição em gerir de forma ativa a aplicação desses recursos. No artigo que sucede a este eu demonstro como isso pode ser feito.

    Espero ter ajudado. Grande abraço.

  • ANA MARIA SILVA

    Olá, Rômulo! Por favor, me ajude! Eu, imitando alguns colegas, aderi ao FUNPRESP há pouco mais de um ano, contribuindo com R$ 500,00 mensais. Entrei no funcionalismo federal em 1987 e minha expectativa é me aposentar daqui a um ano mais ou menos, por tempo de contribuição (já tenho mais de 30 anos e 53 de idade). Devo continuar contribuindo até aposentar, ou devo resgatar o que já paguei, por ter entrado numa roubada (meu teclado não tem p. de interrogação). O que vou receber de benefício compensa os 500 que estou investindo (interrogação). Por favor, me oriente sobre o que fazer. Muito, muitíssimo obrigada!

  • Tem sim Werliys.

    Abraço.

  • Werllys Paixão

    Entrei na funpresp sexta passada, mas pelo q li, como n atingi o teto, n vale a pena. Tem como eu sair pra poder aplicar os 200 reais da funpresp em outro canto, tipo tesouro direto?

  • Obrigado Arquelau. Por ser um regime jurídico distinto, creio que vale a data de ingresso no serviço público federal, mas sugiro que consulte o RH do seu órgão.

    Abraços.

  • Arquelau Oliveira dos Santos

    Excelente artigo, Sr. Rômulo Machado. Ajudou bastante no esclarecimento de algumas dúvidas quanto à adesão ao Funpresp. Pelo que compreendi, para mim, que entrei no serviço público federal em 2014 compensa aderir ao plano.
    Quando puder, e se tiver conhecimento, apenas me responda sobre a possibilidade de ser considerado o meu ingresso no serviço público a partir de 2002, quando ingressei como servidor no Estado como policial militar. Grato!

  • Marcelo Cunha

    Boa noite, gostei muito do artigo, porém ainda estou com uma dúvida. Entrei para o serviço público há 1 ano, e começarei a receber acima do teto do INSS em breve devido ao plano de carreira, porém agora no primeiro ano o valor chega a ser na faixa de R$ 20,00 acima do teto, o que da um valor mínimo de contribuição para a previdência complementar da qual não decidi ainda se irei aderir, porém minha maior dúvida é em relação ao Regime de Tributação. Caso eu decida aderir a Funpresp, com certeza não irei realizar contribuição facultativa, considerando que só irei me aposentar daqui a 35 anos como esses dois tipos de regime de tributação podem influenciar no meu caso?

  • Oi Raquel,

    Quem recebe abaixo do teto do INSS, independente do ano, é enquadrado como Ativo Alternativo, ou seja, não recebe a contribuição do patrocinador. Financeiramente não vejo vantagem, pois tem coisa melhor por aí. Dá uma olhada no artigo seguinte, que é especialmente interessante para o perfil que você descreveu, e qualquer dúvida volta a me perguntar.

    http://conhecimentofinanceiro.com.br/funpresp-como-replicar-carteira

    Abraços.

  • raquel morato

    Bom dia, Para quem ingressou no serviço público em março de 2015 e recebe baixo do teto do INSS tem alguma vantagem em contribuir com o Funpresp?

  • Que alegria que lhe foi útil Évlyn. Grande abraço!

  • Évlyn Basso Meneghini

    Ótimo artigo! Me ajudou demais! Parabéns pelo trabalho!

  • Alexandre Melo Mansur

    Valeu, Rômulo!

  • Do ponto de vista financeiro, em que pese o benefício fiscal, é melhor aplicar em Tesouro Direto (IPCA e outros títulos), considerando ser neles que a Funpresp aplica majoritariamente. Agindo deste modo você pagará 15% de IR apenas sobre a rentabilidade e não perderá dinheiro com Taxa de Carregamento. Além disso, a Funpresp precisa descontar de sua rentabilidade a remuneração dos fundos de investimento contratados para gerir seus recursos, o que não ocorre aplicando direto no Tesouro. Apenas lembre-se de operar por uma corretora que te isente de taxa de administração. Está tudo melhor explicado neste artigo: http://conhecimentofinanceiro.com.br/funpresp-como-replicar-carteira

  • Alexandre Melo Mansur

    Obrigado Rômulo. Mas, eu fazendo desta forma que você falou é vantajoso devido à diferença de alíquota de IR, de 27,5% para 10%, ou é melhor aplicar em TD IPCA+. Pelo que entendi, a partir do momento que eu começo a receber ao invês de pagar a correção do valor mensal se dará anual pelo IPCA. Desta forma, tudo que eu possa ter ganho com a redução da alíquota do IR se dilui durante o prazo de 10 anos de recebimento. Está certo meu raciocínio? Mais uma vez muito obrigado e, com certeza continuarei antenado em suas dicas. Abraço.

  • Oi Alexandre, o participante Alternativo não é obrigado a pagar os benefícios suplementares, apenas a taxa de carregamento. Uma estratégia interessante é diminuir ao máximo a contribuição alternativa (o menor salário de participação + a menor alíquota), para pagar menos taxa de carregamento, e completar o valor com contribuições facultativas, pois elas são isentas dessa taxa.

    Forte abraço, e continue acompanhando o blog.

  • Alexandre Melo Mansur

    Entrei no serviço público antes de 2013. Estou querendo aderir como Alternativo e contribuir por 10 anos. Achei interessante pela tabela regressiva, isenção de 27,5% do IR direto em folha mensal (aporte de R$ 2.000,00 com desconto de R 1,450,00 no rendimento mensal) e quando começar a receber pagar 10% de IR (tributação exclusiva na fonte). Vale a pena? Só fiquei desconfiado devido ao fato de parte do aporte ter que ir, obrigatoriamente, para um seguro por morte e invalidez que termina junto com os aportes. Ou seja: se não ocorrer o sinistro nos 10 anos de aporte este dinheiro se perde. Não vale a pena?

  • Eu que agradeço Cleber. Continue dando o seu feed-back nos demais artigos do blog.
    Um abraço!

  • Cleber Alberto Cabral

    Excelente artigo! Parabéns pelo material. Muito obrigado pelo seu tempo.

  • Olá Pedro, que bom que gostou do artigo.

    A contribuição alternativa não é vantajosa porque não recebe a contribuição do patrocinador e cobra uma taxa superior a outras opções de investimento com o mesmo perfil de risco. Por esse motivo, rende menos.

    Entretanto, uma vez feita essa opção, as contribuições facultativas se tornam interessantes, por não sofrerem o desconto da taxa de carregamento.

    Seguindo essa lógica, para quem não recebe a contribuição do governo e deseja aderir ao plano, uma boa estratégia é diminuir ao máximo a contribuição alternativa (o menor salário de participação + a menor alíquota), para pagar menos taxa de carregamento, e aumentar as contribuições facultativas, que são isentas dessa taxa.

    Forte abraço!

  • pedropaulo

    Olá, bom dia.
    Muito bom o seu artigo, tanto pelo conteúdo, quanto pela forma de apresentar as questões. Parabéns!
    Senti falta somente de uma simulação da configuração seguinte:
    Servidor público federal, inicio do serviço antes da reforma de 2013, com salário acima do teto e com vinte anos de trabalho ainda pela frente. Aderiu como contribuinte alternativo visando uma complementação de renda quando se aposentar, com contribuição mensal de 420,00.
    Vale a pena fazer aportes anuais de cerca de 10.000,00 como contribuição facultativa?
    Abraço